UM LIVRO - UM FILHO - UMA ÁRVORE


A célebre frase: “Ter um filho - plantar uma árvore - escrever um livro”, é sempre lembrada como representativa de um projeto completo de vida.
Talvez não reflita, hoje em dia, a resposta adequada, no que se refere à realização pessoal, em um plano mais generalizado.
Mas, como muitas destas frases que alguém pensou um dia, e que se perpetuam, ganhando força de sabedoria popular, como as máximas e os ditados, esta frase tem um significado especial para quem gosta de ler e escrever.
Hoje a leitura compete em aparente desvantagem com outras formas de propagação de idéias e pensamentos que são de mais fácil assimilação e oferecem as imagens prontas, dispensando o trabalho da imaginação.
Para que pensar se o pensamento de outro já vem pronto para consumo imediato, trazendo como brinde os questionamentos e a reflexões alheias?
Ler dá trabalho, assim como pensar cansa. Pensar por conta própria consome do livre pensador, tantas calorias quantas de um atleta em plena atividade.
O exercício da leitura e o trabalho de reflexão que ela suscita, promove entre os neurônios o mesmo impacto que a aeróbica de alto impacto promove nos músculos do corpo.
A leitura produz agilidade mental, lucidez de idéias, melhor processamento das funções nobres do cérebro, estimula a imaginação e atua diretamente nos processos cognitivos. Ela forma verdadeiros atletas intelectuais, psíquicos e emocionais.
Não é por outra que se diz que leitura combate até mesmo o mal de Alzheimer.
O habito da leitura, formado ainda em tenras idades cria na criança e no adulto uma barreira contra uma das piores doenças do século: a depressão.
Pode-se dizer que quem se habituou a ler nunca fica na solidão, porque este pequeno amigo – o livro – tem oferta generosa em qualquer lugar.
Ter um filho, plantar uma arvore e escrever um livro tem alguns significados comuns. Dar vida a um novo ser, vê-lo crescer e prosperar dentro do seu propósito de vida. Escrever um livro tem para o autor, o mesmo sentido que gerar um filho. Não importa se este filho não fique famoso, não ganhe à mídia, não conquiste a critica e ao publico. Mesmo ali na gaveta, guardado a sete chaves é como um feto em útero nobre pronto para vir ao mundo em algum momento ou dimensão.
Veja acima o nascimento de um novo livro.
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