A cidade da Solidão e as Tecnologias
TExto de Clarice Rodrigues
A cidade da Solidão e as Tecnologias
Adeline acorda tarde e se atrasa para o ônibus do trabalho. São nove horas da manhã do dia 20 de outubro de 2014 na cidade de Bornne (uma megalópole que cresce descontrolada e imperfeita) onde se observam muitos edifícios e poucas árvores, coisas simples e antagônicas... Os contrastes são realçados ao longo do tempo na arquitetura urbana: casas em estilo rústico em meio a uma imensidão de prédios modernos, assimétricos e sem nenhum estilo. Uma viela nitidamente torta se destaca paralela a uma avenida larga e retilínea. Ao lado de uma zona rica e gourmet sobressai uma grande paisagem mista de cortiços e becos.
Meses depois, ela apaga essas imagens de sua mente e já se acostumara com o lugar. É maio e seus sapatos de couro sintético, apertados, ainda correm tentando decifrar sinais e informações do espaço. No caminho, percebe que as pessoas de seu cotidiano não estão habituadas às trocas de olhares e saudações:
as cabeças abaixadas têm seus olhos fixos aos telefones móveis. Há um completo silêncio, mesmo nos horários mais movimentados. A pressa exacerbada, a sujeira visual, os rios poluídos e os odores desagradáveis das indústrias fazem Adeline pensar que isso tudo não incomodam mais... Teclam em demasia e são pouco sensíveis.
as cabeças abaixadas têm seus olhos fixos aos telefones móveis. Há um completo silêncio, mesmo nos horários mais movimentados. A pressa exacerbada, a sujeira visual, os rios poluídos e os odores desagradáveis das indústrias fazem Adeline pensar que isso tudo não incomodam mais... Teclam em demasia e são pouco sensíveis.
A cada ano que passa, ela se incomoda cada vez mais com esse formigueiro humano, a famosa “Sociedade Líquida” de Bauman. Nota os comportamentos sociais e prefere descrevê-los em um caderno ilustrado, não se importando muito com rascunhos.
Sente-se sozinha em um mundo onde estar conectado com milhões de pessoas distantes e se esquecer das mais próximas é algo aceitável. Acredita que os seres humanos da atualidade pretendem ser autossuficientes, donos de seus próprios apartamentos pequenos e, em sua maioria, com mobílias inóspitas de cores neutras. Adeline, por mais que tenha somente um bonsai não seria capaz de morar em uma dessas “caixas de sapato”. Não compartilha da ideia de corredores apertados, portas fechadas a fim de compactar e isolar angústias ou egoísmos.
Um dia, anotou em seu caderno que todos os seres vivos do universo constroem suas vidas sem saber ao certo como irão sobreviver ao tempo. Assim são com as caixas de mensagem que registram o imprevisível. A área de trabalho dos computadores e a memória dos celulares se entopem de arquivos que ilusoriamente têm a finalidade de proporcionar ao homem um espaço que gostaria de ocupar, uma falsa ideia de poder e de liberdade, irregularidades processuais e éticas refletem as vidas sociais.
De três em três meses, Adeline consegue ligar para a família. Seu salário é baixo, o custo de vida é alto e suas contas são variadas. Faz sempre um telefonema para seu pai, Purshat (afinal, quem quer saber se o próximo realmente está se sentindo bem não usa uma mensagem de texto.).
Desajeitada, volta à sua rotina e continua a observar a cultura de autoafirmação proporcionada pela tecnologia: a necessidade de ser feliz a todo instante mesmo que isso não seja verdade. Selfies e post’s combinam o real e o virtual através de olhos tristes e sorrisos forçados. Ela não se entrega, procura ser autêntica. Pressente que o mundo necessita de palavras reais que escapem do coração para
fora. De abraços sinceros, gargalhadas verdadeiras e demonstrações de afeto.
fora. De abraços sinceros, gargalhadas verdadeiras e demonstrações de afeto.
Mais do que de máquinas, precisa-se de humanidade. Mais do que de inteligência, precisa-se de afeição e doçura. Adeline presencia a autonomia da escolha, a liberdade do pensar e do sentir. Gosta de pisar em terras molhadas com os pés descalços, de ouvir melodias em volume alto e poder cantá-las, de viver intensamente sem precisar de julgamentos alheios porque soube pelo bom Chaplin que “a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.”.
Mantém-se firme e tem no peito a esperança de dias melhores; a paciência do amor, a supremacia da fé, o reclame da justiça e a insistência da determinação. Aprendeu no dia-a-dia a seguir viagem se orientando pelas estrelas, olhando sempre o melhor lado dos retratos sociais. Prefere viver em seus próprios sonhos e lutas porque acredita que não há ilusão mais gananciosa daquela qual se transformou o homem ao enclausurar-se na era da velocidade e das novas tecnologias.
Adeline é uma flor que nasce no asfalto, com
raízes fortes e profundas que perfuram a piche buscando vida em solos inférteis; proporcionando a luz necessária na imensidão das sombras que nos assola diariamente. Adeline é símbolo de resistência e determinação: são todos os homens trabalhadores de minas que lutam por dignidade. São todas as mulheres que buscam por justiça, livre-arbítrio e sensatez. São todas as crianças recém-nascidas na guerra que lutam pela própria sobrevivência.
raízes fortes e profundas que perfuram a piche buscando vida em solos inférteis; proporcionando a luz necessária na imensidão das sombras que nos assola diariamente. Adeline é símbolo de resistência e determinação: são todos os homens trabalhadores de minas que lutam por dignidade. São todas as mulheres que buscam por justiça, livre-arbítrio e sensatez. São todas as crianças recém-nascidas na guerra que lutam pela própria sobrevivência.
Existe, sim, uma Adeline no fundo do coração de cada ser humano.
Porque Escrevo
Porque escrevo?
Busco com a escrita
Quebrar a solidão
Que habita dentro de mim.
Um animal pré-histórico
Caminha em passos
Cambaleantes, pelos
Labirintos distorcidos da psiquê.
Ora em silencio medonho
Ora escancarando seu
Olhar tristonho.
Ora ainda berrando como
Uma fera faminta.
Sedenta de sangue
Ou de vinho tinto, sei lá...
A escrita chega e me acalma
Como um doce veneno.
Ou um remédio amargo.
Dormito então na caverna escura
Transformada agora na
Ultima defesa dos meus
Valores e pensamentos.
De minotauro ensandecido
A forma amorfa que
Desfalecida proclama
Seu derradeiro litígio.
João Drummond
João Drummond
A Irmandade do Bode do Livro Brejolândia dos Cafundôs
Tia Nicinha deixara um recado na
minha secretária eletrônica: “Que eu comparecesse sem falta no sábado próximo à
sede de Brejolândia, pois que o tio Arlindo precisava muito dos meus préstimos,
para um assunto de relevada importância.”
Tão logo cheguei, a tia me
encaminhou sem mais delongas, para a grande varanda que fica do lado do córrego
das Antas.
Lá me deparei com um grupo de
cavalheiros sérios e circunspectos, que conversavam à meia voz, sugerindo
assunto de maior gravidade.
Alguns deles eram velhos
conhecidos, como o Desembargador Gumercindo, o tio Maurilio, o primo Tadeu, seu
Antonio da venda, professor Astromar Falcome, dentre outros.
Tio Arlindo fez apresentação dos
outros senhores entre eles um tal de professor João Jorge Jaboatão.
Segundo o tio, o sujeito com um
carregado sotaque baiano, era escritor, pensador e filosofo.
O Desembargador Gumercindo com ar
grave pediu a palavra:
- Já que estamos todos aqui reunidos,
podemos começar a nossa reunião. Como os senhores sabem a mãe Terra agoniza.
Vitima indefesa da ação predatória do Homem, o nosso planeta pede socorro. Vou
passar a palavra ao professor Jaboatão que conduzirá esta conferência.
O Professor pigarreou, tomou um
gole de água e começou:
- Senhores, as atenções do mundo
estão divididas hoje entre o Fórum de Davos na Suíça e o Fórum social de Porto
Alegre, onde se discute o destino do Mundo. Por isto este é o momento ideal
para realizarmos o Fórum Mundial de Brejolândia dos Cafundós. Estudos
exaustivos me permitiram localizar o ponto mais energético da terra, onde
qualquer operação de salvação deve efetivamente começar. Caros senhores
Brejolândia é o umbigo do mundo e seu futuro depende deste pequeno e seleto grupo
aqui reunido. Os senhores foram escolhidos a dedo para salvar o mundo.
Sem
querer deixei escapar uma risada. O professor me fulminou com o olhar como se
eu fosse um pernilongo. Pedi desculpas e ele prosseguiu.
-
Estamos fundando aqui, hoje uma sociedade secreta que vai ter a nobre e difícil
missão de salvar o planeta da destruição. Esta aberta a primeira sessão da
Irmandade do Bode.
O primo Tadeu questionou:
- Mas
professor, porque do bode? Não poderia ser outro animal mais nobre?
O professou respondeu impaciente:
- Você
está equivocado meu jovem. O bode é o símbolo da energia potencial passiva. A
imagem da sabedoria da ociosidade, paciência e sapiência. Vejam só o bode Jacó
do seu tio Arlindo.
E apontou para o gramado lateral onde
o velho Jacó se mantinha amarrado à cerca de arame farpado, mascando incansável
seu chiclete de capim gordura.
E o professor continuava:
- Os senhores já ouviram falar na
lei de Murphy. Murphy foi um pensador e filosofo escocês que propôs uma tese
interessante. Segundo ele se alguma coisa tiver que dar errado com certeza
dará. Por exemplo, quando o pão cai no chão quase sempre o lado da manteiga cai
prá baixo. Ou quando você está numa fila a outra fila do seu lado anda mais
depressa. Se você passar para a fila mais rápida a primeira começa a andar mais
depressa. Entenderam?
O tio Maurilio emendou:
- Entendi
professor, por exemplo, se chover louras, vai cair um negão na nossa cabeça.
- Não é bem isto Maurilio, mas você já começou
a entender. Enfim a tese que eu defendo é que toda vez que o homem faz alguma
coisa ele dá uma cagada e o mundo piora. A filosofia da nossa Irmandade vai
fazer a única coisa que neutraliza a lei de Murphy, ou seja, não fazer nada,
dando ao mundo a chance de se recuperar.
O Tadeu não se conformava com o
animal símbolo da Irmandade:
- Mas
professor, o bode é um animal fedorento, com aquela barbicha indefinida e
aqueles chifres virados para trás. Não podemos escolher um animal mais nobre?
- Jovem Tadeu,
o bode carrega o sagrado fedor do saber, aquela barbicha impõe respeito e os
chifres prá trás nos mostram a saída da humanidade; o retrocesso.
Todos acabaram concordando com o
professor para ver se ele liquidava com aquela lengalenga, e no final ele propôs:
- Nicinha... Vamos completar o
nosso ritual de iniciação. Sacrifique o bode Jacó e faça uma buchada caprichada
prá gente.
O tio Arlindo que se mantivera um
bom ouvinte até então, se esquentou de vez com aquela proposta:
- Matar o Jacó... Nunca. Só sobre o
meu cadáver.
Estava formada
a discórdia até que lembrei a eles que, para quem queria salvar o mundo,
estavam dando mal exemplo, e sugeri que se fizesse uma galinhada em lugar da
buchada.
E
a Irmandade passou aquela primeira noite traçando uma galinhada regada à
cachacinha de produção caseira do sitio. Eu já estava gostando daquela ideia de
salvar o mundo.
A importância da literatura na formação do cidadão
A função da literatura é formar a
criança em um adulto capaz de enfrentar a vida. É na infância que a criança
aprende a fazer suas escolhas, e uma boa literatura vai lhe dar
sustentabilidade…
Formar leitores não é tarefa
fácil. É preciso que família e escola trabalhem em conjunto. O interesse pela
leitura deve ser estimulado desde a infância, na família, pois é a primeira
instituição, seguida pela escola. Está previsto na Lei 8069, no Estatuto da
Criança e do Adolescente, entre outros direitos, o direito à cultura.
Infelizmente tanto família quanto escola tem falhado com esta obrigação. É
preciso que a leitura também seja adequada à idade, envolvente para que
desperte a magia, a curiosidade e o prazer por ler. Jogar os livros
obrigatórios em uma mesa de sala de aula não é a melhor forma, ao contrário, a
má vontade e a obrigatoriedade não geram prazer.
O hábito da leitura é um processo
longo quando não criado na infância, e o que se vê em muitas escolas públicas é
o descaso em relação à formação de leitores. Cabe aos pais e professores criar
esse hábito, buscar os meios e as formas, ao invés da omissão, para despertar o
interesse da criança e do adolescente. Segundo José Breves Filho “uma boa leitura
restaura a dimensão humana e atua como um organizador da mente, nutrindo o
espírito e aguçando a sensibilidade“. É dado mais valor à gramática do que ao
pensamento do aluno. Eu já presenciei isso: um aluno escreveu uma história
fantástica e teve nota baixíssima pela quantidade de erros de português. O
professor deve ser sensível ao lado literário. Não que a correção gramatical
não seja importante, mas é preciso valorizar para não deixar marcas profundas.
Um bom exemplo de valorização é a obra de Ziraldo com “Uma professora muito
maluquinha“.
O professor tem que ser um
desafiador. Ensinar o aluno não só a ler, mas a escrever suas idéias,
pensamentos, como no filme “Escritores da Liberdade“. Piaget diz que é na
adolescência que o ser humano tenta dominar os elementos que lhe faltam para a
razão adulta. Defendo a leitura como ponto de partida para uma vida adulta
normal, prazerosa, na convivência com a sociedade. Saber driblar com as
diferenças, pois a leitura transforma o indivíduo e sua possibilidade de escolha
é bem mais racional. A função da literatura é formar a criança em um adulto
capaz de enfrentar a vida. É na infância que a criança aprende a fazer suas
escolhas, e uma boa literatura vai lhe dar sustentabilidade. Primeiro ela é
ouvinte, e é perceptível o prazer que sente ao ouvir uma historinha, querendo
participar. Quando aprende a ler, procura por conta própria a que lhe agrada.
Na primeira fase os pais são responsáveis por este futuro leitor, e a preguiça
de contar uma história pode ter resultados surpreendentes na vida adulta.
Se os pais se utilizarem da
literatura, que é vasta, para o crescimento cultural e na formação de um
cidadão, com certeza não estarão na adolescência de seus filhos em consultórios
psiquiátricos, clínicas para drogados entre tantas outras desgraças. Um simples
gesto transformador (que é o de contar uma história, mostrar o caminho da
literatura e transformá-lo num leitor) pode ser crucial na formação do filho.
Vejo na literatura um remédio para uma sociedade doente como é a nossa. Um
remédio natural, e sem contra indicações, que deve ser oferecido à criança com
prazer e dedicação. Jamais como obrigação, pois a literatura é indispensável
para o desenvolvimento.
É urgente a necessidade de uma
nova proposta de ensino de literatura nas escolas, além de banir de vez o
sistema arcaico, de leituras impostas. Descobrir o que o aluno quer ler é
fundamental, pois cada leitor é único em suas experiências. É na literatura que
tudo é permitido. Se você ama seu filho, faça com que ele seja um leitor. A
criança é como uma esponja: dependendo do que apresentarmos a ela é que será o
que vai absorver: “água suja ou água limpa”.
A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NA
FORMAÇÃO DO CIDADÃO, pelo viés da colaboradora Marielsa Klatter Braga. Marielsa
é advogada e escritora e em breve lançará um livro intitulado “Violino
Vermelho”.
Tem político... E tem gente
Tem político que mente...
Tem político que rouba...
Tem político que bebe...
Tem político que cheira...
Tem político que mente e
rouba...
Tem político que mente, rouba
e bebe...
Tem político que mente,
rouba, bebe e cheira...
Tem político que diz “não
sei”...
Tem político que diz que nem
estava lá...
Onde está o político que
trabalha?
Onde está o político que
cumpre promessas... de campanha?
Onde está o político que faz
pelo povo, e para o povo?
Assim não há reforma política
que resolva.
Tem que haver uma reforma na
geração de políticos...
Qual é o pior ou pior do
pior?
Assim fica difícil até
discutir política.
Que diria votar nas próximas
eleições.
Nós brasileiros estamos é
lascados...
Porque tem gente que mente...
Tem gente que rouba...
Tem que bebe...
Tem gente que cheira...
E tem gente que vota nestes
políticos.
Como esperar que os
representantes do povo sejam diferentes...
No povo que os elege!
Ou seja, alem de tudo a culpa
desta política também é nossa.
João Drummond
Secretaria Municipal de Cultura e Juventude de Sete Lagoas celebra ações realizadas em 2015
Cultura: reforçando valores, abrindo espaços e fortalecendo os talentos de nossa terra.
No ano que chega ao fim em poucos
dias, a cidade viu sua cultura florescer e multiplicar frutos com muita arte,
música, folclore, teatro, dança e valores que agregam à cidade, à sua história
e seu cotidiano.
Um período que vem se
fortalecendo como um importante marco na vida artística da cidade e na
trajetória dos diversos grupos e áreas artísticas mostra como a dedicação e
empenho, aliados à união podem construir uma cultura sólida e crescente, e
promete ainda muita alegria e arte para os tempos que virão.
Com o apoio irrestrito e empenho
de toda a equipe da Secretaria Municipal de Cultura e Juventude, a Prefeitura
de Sete Lagoas possibilitou, com investimentos superiores a 1,5 milhões, a
realização mais de 300 atividades ao longo do ano, incluindo os eventos
ocorridos em parceria com varias instituições educacionais e culturais, dentre
os quais se destacam, a III Virada Cultural, Semana do Trabalhador, a Feira da
Paz, o Festival da Vida, o 28º Inverno Cultural da UFSJ, o 2º Festival de
Inverno de Sete Lagoas que homenageou a poetiza e professora sete-lagoana
Mariza da Conceição Pereira, a 2ª Temporada de Teatro de Sete Lagoas, a semana
do Folclore, Festa da Serra, Minas ao Luar, Palco 2 na Exposete, Prêmio de
Musica de Minas Gerais e como não poderia deixar de citar o Carnaval, que foi a
mais legítima mostra de alegria, organização e harmonia proporcionando uma
festa que alegrou a todos os públicos.
Encerrando as atividades do ano
de 2015, o lançamento oficial e apresentação dos trabalhos do período de avaliação
de viabilidade, a Escola de Artes e Humanidades de Sete Lagoas, mostrou a que
veio e promete levar arte e cultura a cada canto da cidade. Com aulas de
teatro, dança contemporânea, cerâmica, grafitti, violão, flautas, canto coral,
confecção de figurinos, alegorias e adereços, resgate das tradições folclóricas
e banda de música, cerca de 250 alunos de todas as idades foram diretamente
impactados e lotaram o auditório da Casa da Cultura no ultimo dia 17/12, em
duas sessões para apresentarem as construções executadas nos quatro meses de
atividades. Motivo de muito orgulho para pais, alunos, professores e comunidade
artística local.
Durante doze meses, grupos de
teatro, dança, músicos e escritores, levaram o nome de Sete Lagoas a outras
paragens, mostrando o talento e competência dos artistas de nossa terra, e em
outras oportunidades, a cidade pode receber em seu solo nomes
internacionalmente conhecidos.
A Galeria Myralda e João
Fernandino Jr, até o mês de fechamento do ano contabilizam juntas 31, exposições,
sem contar as mais de 270 atividades de artes integradas, teatro, cinema,
circo, que ocuparam varias praças e espaços públicos levando gratuitamente ao
público atrações de qualidade e proporcionando a todos uma ampla vivência com
as artes.
Após tantas ações e pessoas
alcançadas, aliado ao e o sentimento de dever cumprido, a Prefeitura de sete
lagoas e toda a equipe da Secretaria Municipal de Cultura e Juventude,
agradecem a cada sete-lagoano e visitante que participou, se emocionou e
encantou a cidade com seu exemplo e demonstrações de amor às artes!
Vale a pena acompanhar de perto o
desenvolvimento cultural de Sete Lagoas que dia após dia trabalha para ser a
cidade que a gente quer! Acompanhe as atividades da secretaria em:
http://culturasetelagoas.blogspot.com.br/
Literatura como cura
LUIZ FELIPE PONDÉ
O silêncio, às vezes, é um dos maiores indicativos de maturidade de uma civilização
Hoje quero falar de dois sintomas que marcam nossa época. O primeiro sintoma é a falação ruidosa de nosso mundo; o segundo é a idéia de que o mundo sofre porque não nos amamos e que tudo se resolveria se nos abraçássemos e parássemos de sermos gananciosos.
Fala-se demais hoje. Todos têm opinião. Até jovens de 20 anos são chamados a dar opinião sobre o mundo e a sociedade, quando mal sabem arrumar o quarto. E quando se elegem crianças de 25 anos como arautos da sociedade (adulto que faz isso, o faz, normalmente, para ter discípulos fiéis e fanáticos, ou porque é bobo mesmo), o resultado é que acaba se pensando que o mundo começou, como diz um amigo meu muito esquisito, em "Woodstock".
Quando se pensa isso, acaba-se imaginando que o problema do mundo é mesmo aprendermos que "all you need is love"... Infelizmente, a humanidade é mais complicada do que pensa nossa vã inteligência woodstockiana. Contra essa visão infantil da realidade (este é o segundo sintoma do qual falei acima), proponho a leitura da obra do grande crítico norte-americano Edmund Wilson. Vou a ele já; antes, quero voltar ao problema do ruído mais especificamente (o primeiro sintoma do qual falei acima).
Somos um grande mundo ridículo e falastrão. Decorrente dessa falação, um ruído infernal toma conta do dia a dia. O silêncio, às vezes, é um dos maiores indicativos de maturidade, não só de uma pessoa, mas de uma civilização.
Estou falando isso por conta de um breve ensaio que caiu na minha mão esses dias, parte integrante do volume "Best American Essays 2013", editado por Cheryl Strayed.
O ensaio ao qual me refiro foi escrito pela prêmio Nobel Alice Munro e chama-se "Night". Nele, a autora conta a operação que fez quando criança para tirar o apêndice e uma "coisa do tamanho de um ovo de peru". Munro compara o comportamento atual diante de casos como o dela e o comportamento de seus pais na época. A conclusão é que hoje se falaria como o diabo do risco que ela corria na época. Mas, ao contrário, pouco se falou do assunto, "respeitando o medo" sem falação. Conta Munro que, nessa época, ela dormia num beliche com sua irmã mais nova (moravam numa espécie de granja), e que numa noite olhou para a irmã e pensou em sufocá-la.
A partir daí, não conseguia mais dormir, pensando no ímpeto que tivera de matar sua irmã. Numa das manhãs seguintes as suas noites de insônia, encontrou com seu pai, todo vestido chique, saindo de casa de manhã muito cedo. Contou para ele o que pensara e o horror que sentira.
Seu pai simplesmente lhe disse que esquecesse aquilo e que essas coisas passam. Depois, adulta, lembra como o modo simples de falar do pai a acalmou profundamente. A pequena Alice nunca mais teve insônia.
Na sequência, a prêmio Nobel comenta que nunca perguntara ao pai para onde ele ia tão cedo e tão elegante. Perguntou-se se ele ia ao banco renegociar a dívida da família ou ver a mulher que amava, mas com quem não podia ficar porque amava sua família... Silêncio. Nem uma linha de rancor. Hoje, escreveriam uma tese sobre como seu pai poderia ter sido um homem desatento ou, quem sabe, infiel. Ao lembrar-se do seu pai no momento do reconhecimento em que recebera o prêmio, Munro pensa em como ele teria ficado orgulhoso de sua pequena filha insone.
Nessas horas, tenho saudade do passado e lamento como nos transformamos em adolescentes barulhentos que se levam demasiadamente a sério.
O segundo autor que quero comentar é Edmund Wilson, um dos últimos críticos literários, segundo Paulo Francis, a enfrentar a literatura sem se esconder atrás de grandes teorias abstratas (que se querem "concretas").
No volume editado por Francis pela Companhia das Letras em 1991, "Onze Ensaio - Literatura, Política, História", esgotado, aparece sua "visão de mundo": a história é um longo processo através do qual as civilizações se devoram, criando e destruindo, em círculos, indo para lugar nenhum. Concordo.
P
Natal, mais um bom motivo pra gente ser feliz!!!
Apesar das tragédias, da violência, da má politica, do desatino da raça humana, nós temos muitos motivos pra ser feliz. Um feliz natal para todos.
Quarenta Dias - Premio Jaboti
“Quarenta
dias no deserto, quarenta anos.” É o que diz (ou escreve) Alice, a narradora de
Quarenta dias, romance magistral de Maria Valéria Rezende, ao anotar num
caderno escolar pautado, com a imagem da boneca Barbie na capa, seu mergulho
gradual em dias de desespero, perdida numa periferia empobrecida que ela não
conhece, à procura de um rapaz que ela não sabe ao certo se existe.
Alice
é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até
ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar a Porto Alegre. Mas
uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que
lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ao saber que Cícero
Araújo, filho de uma conhecida da Paraíba, desapareceu em algum lugar dali, ela
se lança numa busca frenética, que a levará às raias da insanidade.
Adeus Rio Doce. Descanse em paz!
Doce Rio Doce
De águas límpidas e serenas
Templo profanado
Pela massa impura.
Dorme, dorme sereno
Em seu tumulo de lama
Sinal
dos tempos? Quando poderíamos imaginar que estaríamos, um dia, prestando
homenagens póstumas a um rio?
Pois
não é que este dia chegou. E com este dia, quando assistimos com todas as
cores, sons e letras que a tecnologia nos permite, a morte em lenta agonia de
todo um sistema ecológico em seu
leito e em seu entorno, não podemos deixar de ser acossado em nossas mais
intimas convicções por algumas questões que relegamos a segundo e terceiro
planos em nossa agenda pessoal de prioridades.
Primeiro
precisamos garantir o nosso custeio básico diário, as garantias para o futuro
próximo, nossa qualidade e padrão de vida etc.
A
preocupação com a ecologia não está em primeiro plano nas nossas preocupações
diárias, a não ser que sejamos uma das centenas de famílias, ou milhares de
vidas que foram diretamente atingidas por uma tragédia ecológica de menor ou
maior magnitude.
Uma
questão se destaca em primeiro plano neste evento de Mariana, que é afinal um
dos grandes dilemas da nossa civilização: Como continuar produzindo o
necessário para manter as populações da terra, com seu modelo de vida,
provocando o menor dano possível á natureza?
Como
garantir emprego, comida, saúde e moradia para bilhões de pessoas, da sociedade
de consumo, com este modelo econômico e industrial que tem se mostrado em
grande parte predatório e antiecológico?
A
tragédia de Mariana oferece um cenário que pode se analisado em detalhes importantes
e transposto para macro modelos como os países, os continentes, e para a Terra
com um todo.
A
mineração que garantia boa parte da economia de uma região por certo tempo,
terminou em questão de dias por se tornar no coveiro e algoz de uma área muito
maior que não se beneficiava aquela atividade econômica.
Depois
que esta tragédia aconteceu, não é tarde demais admitir-se que não é sensato se
acumular milhões de metros cúbicos de dejetos de mineração em um único local.
No
Brasil existem hoje centenas de barragens do mesmo tipo que como bombas
relógios, estão prontas para, ao capricho da natureza e da insensatez humana,
se romper contra os sistemas ecológicos e toda a vida que depende deles.
Quem
sabe não seria possível se transformar estes milhões de metros cúbicos de
rejeitos em blocos de concreto que poderiam servir a outras atividades
econômicas?
Outra
questão que se levanta com força é a certeza de que a natureza é muito mais
frágil e sensível a atividade predatória do homem do que imaginávamos em
principio.
O Rio
Doce está morto, pelo menos para esta geração. Precisamos crer que possa
renascer amanhã, para nossos filhos e netos, quando a lição da tragédia, sendo
bem assimilada nos induza a novos e mais racionais métodos de atividades
econômicas e industriais.
Deus
permita que o fato em si possa despertar em todos nós uma maior consciência
ecológica, e que aprendamos a produzir e gerar riquezas respeitando-se os
limites da natureza.
Hoje
foi um rio, que para a vida que abundava em sua extensão representou o fim do
mundo. Amanhã pode ser a vez do planeta Terra.
Cinco Aulas de Gestão Estratégica
1ª AULA
Um corvo está sentado numa
árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
– Eu posso sentar como você e
não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
– Claro, porque não?
O coelho senta no chão
embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.
Conclusão
Para ficar sentado sem fazer
nada, você deve estar no topo.
2ª AULA
Na África todas as manhãs o
veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se
quiser se manter vivo.
Todas as manhãs o leão acorda
sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.
Conclusão: Não faz diferença
se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr.
3ª AULA
Dois funcionários e o gerente
de uma empresa saem para almoçar e, na rua, encontram uma antiga lâmpada
mágica.
Eles esfregam a lâmpada e de
dentro dela sai um gênio.
O gênio diz:
– Eu só posso conceder três
desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
– Eu primeiro, eu primeiro,
grita um dos funcionários! Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem
ter nenhuma preocupação na vida… Puff e ele foi.
O outro funcionário se
apressa a fazer o seu pedido:
– Eu quero estar no Havaí,
com o amor da minha vida e um provimento interminável de pina coladas! Puff, e
ele se foi.
Agora você, diz o gênio para
o gerente.
– Eu quero aqueles dois
folgados de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!
Conclusão: Deixe sempre o seu
chefe falar primeiro.
4ª AULA
Um homem está entrando no
chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da
porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a
porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas. Quando ela abre
a porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer
qualquer coisa, Nestor diz:
– Eu lhe dou 3.000 reais se
você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns
segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua.
Nestor então entrega a ela os
3.000 reais prometidos e vai embora.
Confusa, mas excitada com sua
sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela
entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
– Quem era?
– Era o Nestor, o vizinho da
casa ao lado, diz ela.
– Ótimo! Ele lhe deu os 3.000
reais que estava me devendo?
Conclusão: Se você
compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias.
5ª AULA
Um fazendeiro resolve colher
algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores
frutíferas. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas e acha
que provavelmente algumas mulheres invadiram suas terras. Ao se aproximar
lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa. Quando elas
percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
– Nós não vamos sair daqui
enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
– Eu não vim aqui para espiar
vocês, eu só vim alimentar os jacarés!
Conclusão: A criatividade é o
que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.
Portanto,
Antes de falar, escute…
Antes de escrever, pense…
Antes de gastar, ganhe…
Antes de julgar, espere…
Antes de desistir, tente…
“No mundo sempre existirão
pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo
motivo.”
(Autor desconhecido, mas
esperto)
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