Novas gerações resgatam gosto pela leitura




O que você pensa quando ouve a frase: "Adolescentes do ensino médio lêem mais livros por diversão do que os seus pais".
E de fato, é verdade.  Segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos (NEA; KFF) o adolescente lê 20% a mais, mas garanto que não são os livros certos, aqueles mais difíceis.
Se olharmos a lista dos best-sellers do Kindle (leitor de livros digitais da Amazon), você verá 99% de contos, livros autopublicados e gênero de ficção. Os autores independentes possuem um número muito maior de publicações do que autores renomados como Paulo Coelho, por exemplo.
Mas isto não é nenhuma novidade. Leitores de blogs estão crescendo infinitamente nos últimos tempos e jornais e revistas online continuam a ganhar poder e influência.
Muita coisa insignificante é lida por pessoas de todas as idades. Livros que questionam autoridade e forçam a acreditar nas crenças mais profundas. As palavras podem estar sendo encurtadas, mas tem muito barulho intelectual sendo feito.
Você pode encarar essas mudanças como o fim do mundo e como uma ameaça para o mercado editorial, ou pode ver como uma oportunidade e mudar o mais rápido que você consiga. Publique o que as pessoas querem ler (com o preço que querem pagar) e elas irão comprar. Existe muito espaço para liderança e arte aqui, mas pouco para intransigência e apego ao modelo de publicação tradicional.