Galeria Myralda reúne obras de 48 artistas Mineiros em Sete Lagoas.


A Galeria Myralda, que começou o ano de 2013 recepcionando obras do V Salão de Arte de Itabirito; inicia o planejamento do seu ciclo expositivo, de 2013, no dia 14 de fevereiro, às 20h: 00min. com a mostra coletiva, Dialógica – 48 Prosas que Libertam.
Organizada pelo curador Dmtrius Cotta, a mostra traz a público a reunião de aproximadamente 96 obras de 48 artistas visuais de várias cidades de Minas Gerais, além de muitos artistas da própria cidade. A exposição já é reconhecida como a maior coletiva de artistas visuais já acontecida em Sete Lagoas nos últimos 30 anos. São várias as cidades participantes desse “encontro”; Congonhas, Belo Horizonte, Santa Luzia, Itabirito, Taiobeiras, Ipatinga, etc...
 Por “Dialógica” o curador entende processos de entendimentos mútuos que objetivam harmonia e tolerância entre as pessoas. Provoca o diálogo como principio libertador que fomenta a paz entre os seres. Mesmo havendo divergência, seria necessário praticar o diálogo como fator de ressignificação dos contrários. Conclui que nem sempre os opostos se rivalizam e que uma boa prosa dilui as divergências. Essa consciência crítica de ocupação de territórios e o conceito de diversidade seriam na verdade o pano de fundo dessa diversidade dialógica.
 Longe de ser uma torre de Babel; as linguagens contempladas na mostra evidenciam a providência da pro circulação do diálogo das obras e dos seus autores.  Expandindo as relações de trocas como recurso informacional ao público visitante. Dentro da exposição podemos vislumbrar o artista como, geógrafo, cientista, poeta, viajante, erótico, rebelde, romântico, etc. Unidos em um único ideal, ou seja; “Diálogo”. A classe dos artistas eterniza a função da arte como proposta sem fronteira, livre e prosaica. Nesse sentido, impunemente, mantém-se unidos para comunicar sua força dialógica.

 Galeria Myralda

A Galeria foi criada pela Lei Nº 8031 de 12 de Julho 2011. Em sua pauta de serviços prestados constam 18 exposições, entre coletivas e individuais, além de recepção de exposições itinerantes com curta duração. Houve oficinas workshops, performances, etc. Atualmente quem administra a galeria é a Secretaria de Cultura e Comunicação Social que elegeu um curador, especialmente, para cuidar dos motes curatoriais de projetos expográficos.
 A Galeria é relativamente nova e pode ainda ser reconhecida como um núcleo em fluência e convergência de projetos de exposições de artes visuais: local, regional, nacional e internacional. Dispõe de espaços expositivos da Casa da Cultura ¨Francisco Timóteo Pereira¨, à Av. Getúlio Vargas 91, Centro, na cidade de Sete Lagoas – MG, incluindo o Hall de entrada do auditório da Casa da Cultura. Possui entrada independente situada à direita da entrada principal do prédio.
Atualmente trabalham-se curadorias com foco em conceitos variados e pertinentes a uma plataforma que reflete e discute espaços de visibilidade da expressão da cidade de Sete Lagoas no contexto artístico cultural mineiro. Além da natureza desmaterializada e transitória da arte.
A apresentação de obras inéditas, tanto quanto revisões históricas, juntas possuem a capacidade de revitalizar as discussões sobre espaços de visibilidade da arte. Os trabalhos artísticos são intercalados a um ciclo e a um tempo. Gera para o público, atento a ambientes expositivos de arte, constante diálogo com contextos comunicacionais.



Dialógica: 48 prosas que libertam.

Ao pesquisar um tema que conceituasse a consciência da realidade que nos rodeia; a curadoria dessa exposição coletiva - reunindo 48 artistas, propiciou aproximação de linguagens que geraram um mix, entre a visão de mundo que os artistas possuem e a indispensável síntese cultural gerada por essa aproximação com o público visitante.
Nesse sentido, a Galeria promove a ressignificação do valor do diálogo em sua essência antagônica. Porém, foi a partir desse sentido - do avesso da divergência - é que chegou-se à conclusão do título, sendo necessário desenvolver ferramentas dialógicas com conhecimento crítico dos obstáculos para chegar à compreensão que o produto gerado foi a ¨prosa visual¨, essa informalidade própria da genialidade do design das redes sociais que tanto provoca fenômeno de comunicação.
Essa ação cultural gerou um exemplo de superação da divergência de um povo e pode conduzi-lo ao reconhecimento dos erros e acertos, elevando sua visão de mundo em torno da união que encontrou significado pela divergência. Observou-se que em um dado momento, as linhas que seriam paralelas produziram um caráter de ação induzida ao questionamento: Porque elas convergiram?... E foi nessa tomada de consciência crítica que realizou-se a decisão da escolha em ficar e prosear... e se entender. Conquistou-se o poder de ser livre.

Dmtrius Cotta
Curadoria