E se o Cruzeiro perdesse para o Criciúma?

Toda esta celeuma a respeito do jogo Cruzeiro e Criciúma, principalmente por parte da crônica desportiva do Rio e São Paulo, merece algumas considerações mais ponderadas de um carioca radicado em Minas. Se o juiz Wilson Pereira Sampaio cometeu seus erros, deve ser chamado às falas pela comissão de arbitragem, exatamente como ocorre em outras situações parecidas. O Juiz como qualquer ser humano está sujeito a erros, devido a fatores como: pressão das torcidas, visão restrita do lance e frações de segundos para tomar uma decisão. Ele não tem como nós, o público e a crônica desportiva o beneplácito do replay e da câmara lenta. Daí a afirmar que o Criciúma venceria o jogo não fosse estes erros é fazer exercício de futurologia. Pode ser que ganhasse, pode ser que empatasse ou mesmo que perdesse. Tudo dependeria do correr do jogo e das modificações táticas e técnicas promovidas pelos técnicos. A se considerar o histórico e desempenho dos dois times no campeonato é muito mais provável que o Cruzeiro, apagão a parte, ganhasse, como de fato ganhou a partida. Se o juiz errou nada tem o Cruzeiro como isto, só resta ao Criciúma chorar suas pitangas, exatamente como ocorreu em outras oportunidades, quando os erros foram contra o Cruzeiro. A cruzada da crônica desportiva do eixo neste caso em especial, nada tem a ver com solidariedade ao Criciúma, mas deixa uma clara intenção de desmerecer e desqualificar uma mais que provável conquista do titulo de 2013 pelo Cruzeiro. O Cruzeiro está nesta situação confortável em função de uma campanha que supera de qualquer forma de dos outros clubes. Por outro lado, diante do fracasso dos times do Rio e São Paulo nesta edição do Brasileirão, só restou á crônica do eixo este papel de cavar fundo para justificar este fracasso diminuindo os méritos dos outros e atribuindo a erros de arbitragem esta conquista iminente. Seria interessante se, se fizesse uma pesquisa ao longo dos anos e uma reportagem sobre os erros de arbitragem e de como elas influenciaram os resultados de jogos e de campeonatos. Dali se veria que os mais beneficiados foram exatamente os times do eixo Rio/São Paulo, que agora sua crônica desportiva tenta esconder, diante do seu fracasso, com analises irracionais e apaixonadas, em fragrante agressão ao exercício jornalístico sério. A verdade é que o sucesso do futebol mineiro na Libertadores e no campeonato nacional incomoda bastante os interesses financeiros do futebol paulista e carioca que afinal é quem paga o salário dos locutores, cronista e comentaristas. Mas não adianta, este ano vão ter que nos engolir João Drummond