7 de fev. de 2011

RAZÃO OU INTUIÇÃO?


                                   
A teoria cartesiana aplicada aos processos tem ainda que enfrentar fatores imponderáveis, que são as exceções das regras e os paradoxos. Os limites que ela mesma se impõe ao estabelecer suas trilhas rígidas de controle e observação dos fenômenos são atropelados pelo trem do imprevisível.
A teoria cientifica uma vez fechada em si mesma, passa a encaixar os fenômenos não compreendidos a um formato de suas soluções lógicas, ao invés de quebrar este formatos e ampliar seu leque de percepção.
O exemplo do fazendeiro e sua semente é muito bom para compreender a tese. Mesmo plantando boa semente, em terreno fértil e a protegendo das pragas, ainda assim ela, (a semente) estará sujeita a pragas desconhecidas, chuvas torrenciais, incêndios, toupeira faminta, e até mesmo a mercê do seu filho, criança curiosa que cavaca a terra e a retira.
O fazendeiro ainda não controla o processo misterioso em que a semente, na trocas bioquímicas do seu embrião eclode em nova vida.
O maximo que dá para se fazer em qualquer processo é a “nossa parte”, e confiar que Ele, (o Universo) faça a dele.
Neste sentido a intuição funciona como um aferidor muito superior ao da inteligência racional, que depende de um processo empírico encadeado para trabalhar em terreno firme, ainda que cercado de muros.
Já a intuição nos permite perceber, sentir e atuar sobre todo o processo, mesmo que os dados sejam insuficientes e os fatores não controláveis se multipliquem.





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