terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O REINO DO SILÊNCIO




Perdido nas memórias do tempo e do espaço vivia um Reino feliz, o Reino de Palavras, governado pelo sábio Rei Arnon.
O Rei tinha duas filhas, princesas de rara beleza, cantada em prosa em verso pelos poetas da terra.
O Reino era conhecido por produzir muitos poetas e cantadores que eram dotados do dom da Divina Palavra.
Artistas que viajavam a outros Reinos, encantando a todos pela sua habilidade em produzir, cantar e declamar poemas.
Uma das princesas, alem da beleza, era dotada também de uma voz de raríssimo timbre e afinação.
Todos que a ouviam cantar a beira do lago ou caminhando pelos bosques adjacentes ao Castelo se impressionavam.
Ao norte havia o Reino de Armas, respeitado pelo seu poderoso exercito e comandado pelo temido Rei Urias, guerreiro fortíssimo e mestre de varias armas.
Como a região era ameaçada por hordas bárbaras que invadiam os dois Reinos em incursões e ataques inesperados, o Rei Urias sugeriu que os dois Reinos se unissem em um único com o casamento de seus príncipes sucessores.
O Rei Arnon gostou da sugestão e se dispôs a casar sua filha Leonara que era a primeira na linha de sucessão.
O príncipe Willians, do Reino de Armas disse que aceitaria se casar apenas com a outra princesa, Helenia, a que cantava.
E assim foi feito e os Reinos de Palavras e de Armas se uniram passando a se chamar Império de Parmas.
O casamento fora marcado para a próxima primavera, dalí há alguns meses.
Leonara inconformada, e sabedora que a irmã ia toda tarde para beira do lago se encontrar e cantar com o jovem poeta Arturo passou a espalhar pelo Reino que a princesa Helenia tinha um amante e que traia o seu prometido.
Aquelas palavras venenosas passaram a circular pelo Reino na boca de seus súditos e chegaram aos ouvidos do Rei Urias.
O Rei de Armas, furioso, cancelou o contrato de união entre os Reinos e ameaçou invadir e destruir o Reino de Palavras.
Ciente de que não seria páreo para o exercito de Armas o Rei Arnon mandou emissário propondo a Urias que ditasse seus termos para se evitar a invasão.
O Rei Urias declarou que só uma medida seria aceita para se evitar a guerra, que a princesa Helenia fosse aprisionada na torre do castelo e que de lá isolada, pudesse apenas mirar seus lagos e bosques, pena cruel para a jovem princesa.
Helenia, privada de sua liberdade e do convívio com o que mais gostava começou a definhar, tendo caído em coma profundo.
Leonara, arrependida, foi ao Rei, seu pai e revelou a trama que promovera para o rompimento do casamento e do acordo entre os dois Reinos.
O Rei Arnon transtornado determinou que a filha fosse banida do Reino junto com um grupo de damas e cavalheiros de sua confiança e expediu ordem para que os médicos da corte fizessem de tudo para salvar a vida da princesa Helenia.
Nada do que foi feito conseguiu reverter o quadro e a princesa permanecia em seu sono profundo.
O Rei Arnon decretou que a partir daquela data e até que a princesa se recuperasse qualquer palavra estaria proibida no Reino sob pena de morte. Todos só poderiam se comunicar com gestos.
Estabeleceu então o Reino do Silêncio Absoluto.
O Poeta Arturo e alguns companheiros continuaram se reunindo às escondidas em cavernas da região para promover seus poemas e cantos e não deixar que a velha arte se perdesse.
Arturo não se conformava com aquela proibição absurda e num determinado dia, propôs aos seus companheiros desafiarem a lei do silencio, mesmo que isto implicasse na pena capital. A revolução das palavras teve inicio com um grupo de jovens cantores e poetas, cantando com toda a força de suas palavras pelos bosques e vales do Reino.
Logo chegou a guarda real e prendou o pequeno grupo de revoltosos, lançando-os na masmorra.
O julgamento foi sumario e marcada a data da execução.
Num dia sombrio, o cadafalso montado no pátio em frente ao castelo se mantinha como testemunha muda daquela lei de exceção que condenava à morte a manifestação sagrada da livre palavra.
No momento em que o verdugo se colocou em posição para acionar a alavanca do engenho da forca, o silencio de morte foi interrompido por uma voz maviosa que parecia vinda dos céus. A voz de um anjo ecoava agora com força se espalhando mágica por todos os recantos do castelo.
Todos os olhares se voltaram para a torre mais alta e lá estava ela, a princesa Helenia que, refeita do seu sono profundo, pedia clemência em seu canto divino, pela vida dos seus amigos poetas e pelo resgate do maior valor do Reino que fora colocado sob lei marcial, todas as palavras e cantos e todas as formas de livre manifestação.

ENCONTRO MARCADO COM FERNANDO SABINO EM SETE LAGOAS

Prefeitura garante vinda de exposição multimídia sobre Fernando Sabino

Escolas municipais terão workshop de incentivo à leitura e mostra será aberta ao público dia 20 de março




Reunião entre prefeitura, organizadores e patrocinadores acerta detalhes do Encontro Marcado com Fernando Sabino A literatura brasileira será vista com outros olhos em Sete Lagoas. Na sexta-feira (5), a prefeitura – por meio da Secretaria de Cultura e Comunicação e Secretaria de Educação – organizadores e patrocinadores acertaram os últimos detalhes para trazer o “Encontro Marcado com Fernando Sabino”, uma exposição itinerante multimídia sobre a vida e obra do escritor mineiro, que acontecerá dia 20 de março.


A cidade é a primeira de 30 no país a receber a edição 2010 do evento. O Encontro Marcado com Fernando Sabino realiza uma ação prévia nas escolas municipais, onde os alunos são convidados a produzir arte por meio da leitura das obras de Fernando Sabino. Na exposição aberta ao público, livros consagrados – como “O Menino no Espelho” e “O Grande Mentecapto” – dividirão espaço com apresentações de dança, teatro, cinema e produções artísticas dos estudantes das escolas municipais da cidade.

“A Prefeitura de Sete Lagoas entende a cultura como tudo o que forma o cidadão”, diz o secretário de Cultura e Comunicação, Fredy Antoniazzi. “Mais do que formar bons leitores, nós temos que formar pessoas com senso crítico”, acrescenta o secretário de Educação, Fernando Campos, acreditando que a transformação da sociedade começa pelo conhecimento.

O idealizador da exposição, Bernardo Sabino, filho do autor, vê no projeto uma forma de despertar o interesse pela leitura e revelar talentos. “É surpreendente o trabalho das crianças. Percebemos que muitos deles podem se tornar artistas através dessa ação que é feita”, relata sobre os resultados conquistados nas 20 cidades pelas quais a exposição já percorreu.

O evento conta com o patrocínio da concessionária de ônibus da cidade. O gerente da Turi, Roberto Rodrigues, declara que mais do que publicidade, o objetivo é apoiar uma mudança social. “A empresa tem a preocupação de, cada vez mais, trazer a cultura para Sete Lagoas”.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

DROGAS - MENSAGEIRAS DA MORTE


DROGAS. O IMPERIO CONTRA ATACA




Algumas idéias que ouvimos no dia a dia sobre as drogas podem parecer um exagero. Há pessoas que acreditam que elas são as novas armas de destruição em massa de uma nova conflagração mundial (a terceira).

Para outras, as drogas são os instrumentos diretos da ação nefasta do anticristo sobre a terra.

As estatísticas mundiais sobre a disseminação desta praga, seu comercio e uso crescentes, nos levam a crer que nenhuma destas idéias ou frases de efeito são suficientemente fortes para expressar e dimensionar a gravidade do problema.

Só quem teve que enfrentá-lo no seio da família e viu de perto sua capacidade de desagregação e de corrupção de valores sabe que esta é uma luta injusta e inglória.

Movida pôr lucros exorbitantes a ponto de ter se tornado em um dos mais forte segmentos da economia mundial, ela se insinua de maneira cada vez mais sofisticada, levando para o abismo homens, mulheres, jovens e crianças, frágeis vitimas, de sua propaganda sedutora.

A sociedade em geral tem minimizado o perigo que ela representa, pactuando, de forma omissa e conivente com sua proliferação via drogas licitas e socialmente aceitas.

O álcool e o fumo são as portas legais e visíveis para o mundo infernal das drogas ilícitas, como a maconha, a cocaína, o crack e outras menos conhecidas, com as sintéticas, mas não menos perigosas.

Quando ainda jovem cedi pôr varias vezes ao apelo de “amigos” para me desviar do caminho da escola em direção a algum boteco onde passávamos horas a jogar porrinha e tomar cachaça.

Ao me negar a acompanhá-los nestas empreitadas passei a ser um companheiro chato e inconveniente.

Naquela época as drogas pesadas não estavam tão difundidas como hoje, mas homem de verdade tinha que fumar e beber para não ser discriminado. Isto era parte de um mecanismo perverso de convencimento baseado numa visão tribal e de espírito de corpo que levava o indivíduo a um processo de iniciação e de afirmação dentro do seu grupo.

Já se vendia naquela época a idéia que as drogas seriam liberadas num futuro próximo e que provar de tudo fazia parte da formação, da experiência e da maturidade do jovem.

Estes e outros argumentos têm sido usados pelos empresários das drogas num afã de ampliar o seu mercado consumidor formado ainda entre as crianças e consolidado entre adolescentes mal informados e imaturos.

Esta verdade tem que ficar clara, a primeira dose é a mais perigosa e deve ser evitada com o máximo de convicção e argumentos como os que: “se deve provar de tudo e que isto é prova de hombridade e coragem”, devem ser relegados a condição de iscas preparadas para pegar os trouxas.

Todas as tentativas de se combater o tráfico e o controlar o vício tem falhado e os tímidos resultados nos levam a viajar em possibilidades aparentemente absurdas.

Perguntamos se a liberação total das drogas, com ofertas gratuitas em clinicas especificas, não seria um golpe fatal na espinha dorsal do trafico, e se não ficaria mais barato que todo o aparato de repreensão e todo o custeio de tratamentos inócuos que hoje, hipocritamente a sociedade se vale neste combate infrutífero.

Talvez devêssemos pensar se não seria necessário concentrar nossos esforços em educação, para salvar uma nova geração que já chega condenada ao mais idiota ritual de suicídio que a humanidade já conheceu.



JOÃO DRUMMOND

domingo, 31 de janeiro de 2010

A ULTIMA ALVORADA









A cidade dorme.
Do alto do morro... Em trevas
Vejo seu sono inquieto.
Ouço seu arquejo angustiado.
Pesadelo de retalhadas
Lendas urbanas
Formam no seu cenário
Enevoado, um painel
De sombras Dantescas.
Não posso dormir.
Sentinela de mim mesmo,
Tenho que esperar
Pelo próximo nascer do sol.
E quando um rosto
Desconfiado despontar
Alem da linha horizonte,
Cumprirei meu derradeiro arbítrio.
Levado pelas asas do vento,
À dimensão desconhecida.
Lá onde todos os sonhos
Começam... E terminam.
E nossa voz ecoa como um sopro
De brisa eterna.
Saltar de um inferno para o nada.
Este é o melhor destino
Que nossa consciência,
Esta predadora sanguinária
Deixou-nos como opção.
De um lado, a vida em morte lenta
De outro a morte na vida que corre
Em frações de segundo.
E quando a cidade acordar
Dos seus pesadelos
Estarei vivendo a utopia.
Da ultima alvorada.






quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PARENTES E COMPETENTES







A imprensa destaca vez por outra a prática de contratação de parentes promovida por agentes públicos, mesmo após as leis contra o nepotismo.
Muitos prefeitos adotam esta pratica sem nenhum constrangimento, alegando que ninguém deve ser punido apenas por ser parente de prefeito ou secretario.
Segundo eles, já que alguém tem que ser contratado qual o mal em se contratar um parente se ele tiver competência para tal? O parentesco não pode desqualificar ninguém por si só.
Tem sentido estas afirmativas, mas como estes elementos não podem ser medidos de forma cientifica, os critérios parentesco e competência acabam sendo usados de forma indiscriminada e sob perspectiva muito subjetiva.
A respeito deste tema, meu tio Maurílio dizia ter inventado uma forma infalível e inovadora de acabar com o nepotismo.
Dizia que estava em processo de registro de patente e que quando começasse a vender seu produto iria ser uma verdadeira bomba na cabeça dos nepotas.
Negava-se de forma veemente a me dar detalhes desta idéia dizendo que tinha que protegê-la até a patente ser liberada.
Resolveu se abrir quando afirmei que só o fato do tal patente já estar homologada e seu processo correndo dava a ele uma cobertura legal suficiente no caso de roubo da idéia.
O tio Maurílio começou a me explicar a idéia e a mostrar os croquis. Segundo ele a contratação de funcionários da prefeitura se daria de forma cientifica e automática.
O candidato entraria em um corredor que teria na passagem uma roleta daquelas usadas em bancos e na lateral uma porta automatizada abrindo pra fora.
O cidadão inseriria todos os seus dados num escaninho antes da roleta e um computador começaria a analisar seu nível de competência.
Aos dados normais como: qualificações pessoais, outros empregos, cursos, etc., se acrescentaria outros dados que, segundo o tio, na Era da inteligência emocional, são considerados importantes para se definir o grau de competência. São eles: capacidade de puxa saquismo, força do pistolão, saco para agüentar eventos oficiais, etc.
Tio Maurílio inventou uma escala para medir o nível de competência que deu o nome de escala "Maurilio". Esta escala vai de -10 a +10, sendo que +10 é maximo que um ser humano pode alcançar de nível de competência.
A pessoa que fosse classificada entre +1 e +10 “Maurilios” teria a roleta liberada para prosseguir. Se recebesse classificação abaixo de 0 (zero), a porta lateral se abriria automaticamente e o individuo receberia instrução para ficar na posição que "Napoleão perdeu a guerra". Uma perna articulada com urna botina 44 na ponta o dispensaria com chute na bunda, mandando-o para o meio da calcada, tudo de forma cientifica e automática.
O cidadão que passasse pela primeira roleta teria a sua frente uma segunda roleta e uma segunda porta lateral automática.
Aqui se mediria o grau de parentesco do individuo. Todos os dados relativos seriam inseridos em outro escaninho e o dedo polegar deveria ser colocado sobre um painel próprio, onde uma pequena agulha faria a coleta de sangue.
O computador passaria a analisar o grau de parentesco da pessoa em questão, classificando-a numa escala que vai de -03 a +10 num medidor chamado parentômetro.
Na escala +10 estariam os parentes de 1º, na +09 parentes de 2º, depois 3º e pela ordem, amigo, vizinho, amigo do amigo. amigo do amigo do amigo, filho da passadeira, etc., até desconhecido, completo desconhecido e nunca o vi mais gordo, sendo que estes três últimos já estariam na graduação negativa da escala. O cidadão que caísse nesta escala de nível de parentesco acionaria automaticamente a porta lateral e o mecanismo de dispensa entraria em ação colocando-o na calcada com um profissional chute na bunda.
A somatória das duas notas classificaria então, o individuo dentro de um plano de cargos e salários.
Por exemplo. a pessoa que conseguisse nota 7 na escala Maurílio de competência e 8 na escala do parentômetro teria um total de 15, já outra que tivesse 9 na escala de competência e 2 na do parentômetro, teria um total de 11 ficando abaixo da primeira.
Observei ao tio que embora a sua idéia fosse muito boa em principio era deveria provocar uma verdadeira corrida por busca de parentesco com pessoas de cargos públicos importantes, nem que fosse como entregador de leite ou aparador de grama.
Parente em qualquer nível, de figurões vai valer ouro. Afinal parentesco também é competência.


João Drummond

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

SETE LAGOAS URGENTE





SETE LAGOAS URGENTE

Em agosto de 2008 a Secretaria de Cultura de Minas publicou esta noticia. Onde está a verba prometida? Este silêncio sobre os Pontos de Cultura é ensurdecedor e revelador da natureza hipócrita do Governo Aécio no que se refere à Cultura. Os artistas e gestores culturais têm que agir ante a inoperância dos governos. Promover cultura não é um favor, mas obrigação de cada cidadão e do poder publico.

João Drummond

O Programa Mais Cultura dispõe de um orçamento de R$ 4,7 bilhões para serem investidos, no período de três anos, na implantação e modernização de bibliotecas públicas em todos os municípios brasileiros, na implementação de 20 mil Pontos de Cultura no país, no estímulo à produção e comercialização do Artesanato de Tradição Cultural (programa Promoarte), na abertura de linhas de crédito e microcrédito para atividades culturais, na rede de bancos oficiais. Minas Gerais recebe, neste primeiro ano, recursos federais na ordem de R$ 4,5 milhões, para a implantação de mais 100 Pontos de Cultura e a modernização de oito Bibliotecas Públicas. O Programa conta, também, com contrapartidas financeiras dos estados e municípios.

No discurso que proferiu durante a solenidade de assinatura do acordo do Mais Cultura, em Belo Horizonte, o ministro da Cultura interino disse que o programa está alicerçado sobre três dimensões básicas, que são: a simbólica (manifestações populares tradicionais, as obras de arte e o patrimônio); a econômica (a produção e comercialização dos produtos da Cultura); e a qualificação do ambiente social das cidades (Cultura como direito e necessidade básica da população).

“Não há condições de se pensar em um novo ciclo de desenvolvimento sem superar os números dantescos - apresentados na pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - sobre a segregação da maior parte da população brasileira dos bens e serviços culturais”, afirmou Juca Ferreira. A pesquisa encomendada pelo Ministério da Cultura revela que menos de 20% da população tem acesso a algum tipo de serviço ou bem cultural. Na avaliação que fez sobre a importância da Cultura na vida das pessoas, comentou que a atividade é fundamental para melhorar a qualidade das relações humanas e diminuir os índices de violência nas regiões metropolitanas.

Ele disse que o Ministério da Cultura tem negociado com o Ministério das Cidades e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a construção de Centros Culturais e Bibliotecas Públicas nas áreas onde estão sendo realizadas obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal.

Espaços Culturais Multiuso

Durante o evento em Minas Gerais, a coordenadora executiva do Mais Cultura explicou que o programa prevê a criação dos Espaços Culturais Multiuso, em municípios e regiões de alta vulnerabilidade social, como instrumentos de qualificação do ambiente social das cidades. Nesses locais serão estabelecidos Centros Comunitários, Bibliotecas Públicas, Anfiteatros e demais Centros Culturais, para disponibilizar equipamentos culturais às classes sociais mais carentes.

Silvana Meireles também destacou as ações na área do Livro e da Leitura como sendo um dos pilares de sustentação do Mais Cultura. O estado de Minas Gerais está recebendo, neste ano, R$ 440 mil de recursos federais, para a instalação e modernização de Bibliotecas Públicas, em os todos os municípios. As bibliotecas serão adaptadas com instrumentos culturais que dialoguem com a juventude e estimulem o hábito da leitura. Agentes de leitura serão capacitados para trabalhar com jovens e crianças e haverá distribuição gratuita de livros populares.

Parceria

O governador de Minas Gerais manifestou a sua alegria em estar firmando mais uma parceria com o Governo Federal, especialmente por ser na área de Cultura, onde disse encontrar grande afinidade com a política pública do Ministério da Cultura, de valorização da diversidade cultural da população brasileira. Aécio Neves também disse encontrar identidade com a política do ministério, de descentralização dos investimentos no setor. Dos R$ 30 milhões que seu governo destinou a projetos culturais, nos últimos anos, disse que 45% foram para municípios no interior do estado, onde há menos investimentos em Cultura.

A secretária de Cultura de Minas Gerais complementou o discurso do governador ao afirmar que o Programa Mais Cultura é uma das mais efetivas e fundamentais ações desenvolvidas pelo Ministério da Cultura, na consolidação da gestão cultural compartilhada entre os entes federativos. Eleonora Santa Rosa comentou que o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura tornou-se um ponto de intersecção com a principal política cultural de Minas Gerais, que é a democratização do acesso à Cultura e a interiorização das ações do estado.

domingo, 24 de janeiro de 2010

PLANO DE MORTE EM VIDA




Estudar, trabalhar, viver por um emprego fixo, uma aposentadoria segura, um futuro garantido, e uma velhice tranqüila.
Acumular bens, ostentar riqueza, poder e falsa estabilidade. Atravessar os anos assimilando conhecimento alheio, sem questionar, sem confrontar ou desenvolver idéias próprias.
Esta é a formula de uma vida sem paixões nem riscos, onde o barro de nossa essência é amassado e convertido por regras alheias em um monte de matéria disforme, sem alma.
Incapazes de saltos ousados, seguimos convertidos à seita do sucesso banal e medíocre.
Vivendo a vida como gados no pasto, se satisfazendo com farta e suculenta grama.
Lutar uma luta inglória pela conquista de amontoado de pedras, paus, tintas, papeis e tralhas eletrônicas.
Nossa ultima cidadela é um castelo de areia construído para defender nossos egos inchados e empedernidos, nossa natureza egocêntrica e sectária.
Nossa incapacidade é de lutar uma luta justa pela prosperidade de nossos talentos e habilidades distintas.
Buscar reconhecimento precário em honrarias e medalhas, pela bajulação desmedida, que nos corrompe o espírito e nos coloca embevecidos pelo elogio falso e precoce.
Ocupar páginas de jornais e colunas pagas por interesse mesquinhos.
Sepultar nossos sonhos de uma vida plena de criação em troca do tumulo seguro e inviolável do lugar comum e das certezas totais.
Embarcar na “nau sem rumo” da lógica maciça e monolítica do pensamento mundano e materialista.
Caminhar passivamente como gado conformista em direção ao abismo da máxima consumista e do lugar comum.
Tornar-se produtivo, como peça inexorável de uma linha de produção maquinal e desumana.
Isto está o mais próximo possível que podemos conceber como morte em vida.

João Drummond